Em breve novidades para vocês...

Mostrando postagens com marcador literatura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador literatura. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Fora de Mim - Por Martha Medeiros



Ei pessoas mais que bonitas!
Como prometido, o post de hoje é sobre o livro muito bacana que comprei em uma viagem a Juiz de Fora chamado “Fora de Mim” de uma escritora super bacana: Martha Medeiros.


Martha Medeiros tem tambem um lugarzinho especial na minha prateleira juntamente com meus amados Gabito Nunes, Jack Kerouac, Milan Kundera e Rubem Alves.


Esse livro me chamou atenção pela forma que foi escrita, parece um relato bem informal, em primeira pessoa e se assemelha mais a uma carta a um ex namorado. Conta a história uma mulher que já passou dos 40, cheia de experiências amorosas, que tem filhos e uma vida equilibradam mas que, diante do adeus do namorado se tranforma em alguém totalmente frágil.

Num texto super instigante, daqueles que te faz devorar o livro, nós leitores podemos acompanhar todas as fases de sofrimento da personagem, desde o desespero do susto, seguido da calmaria da tristeza que impede uma reação, o retorno à vida solitária, até a “melancolia natural que acomete a todos que encerram uma etapa importante da vida”. Impossível não se identificar, ao menos em parte, com esse percurso.
A personagem sem nome de Martha usa o sofrimento como forma de auto conhecimenro, exergando no abandono uma maneira de viver a morte. (profundo né, rs)

“É a pior morte, a do amor. Porque a morte de uma pessoa é o fim estabilizado, é o retorno para o nada, uma definição que ninguém questiona. A morte de um amor, ao contrário, é viva”, relata a personagem.

Assim “Fora de Mim” é um livro sobre amor, paixão, mas principalmente sobre o aspecto cíclico dos relacionamentos. A personagem de Martha não aceita a tranquilidade das relações maduras como uma consequência natural do tempo a dois.


“O amor é uma subversão, e seu vigor nunca será encontrado em amizades ou parentescos”, escreve a mulher, para logo concluir: “Amar prescinde de entendimento. Por isso não sei amar, porque sou viciada em entender”.

O que uma mulher abandonada pelo homem que ama espera, no final das contas, é ser resgatada do marasmo da solidão o mais rápido possível. Ser de novo desafiada, colocada em movimento por um relacionamento que não precisa ser leve, mas há de ser intenso. Muito intenso!

Ficaram curiosos, então leiam Martha, que escreve deliciosamente bem sobre o mal do século: o amor ou o desamor, rs.
Pra quem não conhece, Martha Medeiros ficou conhecida nacionalmente após escrever seu livro Divã que foi adaptado pra minissérie e logo após cinema, tendo a personagem principal representada por Lília Cabral.


E quem, quiser saber mais dessa escritora super fofa vale a pena conferir esse vídeo:


Bom na próxima semana estou preparando coisinhas bem legais aguardem!
Beijitos.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

A manhã seguinte sempre chega... for a broken heart.



E para inaugurar a minha coluna, vamos de literatura! E vamos tratar de uma das figuras que dormem na minha cabeceira da cama: Gabito Nunes!


Esse mocinho, com uma escrita sentimentalista, faz com que todas suas leitoras imaginem estar sendo observada por ele, e escreve de maneira tão cotidiana que faz a gente realmente se identificar. Cheio de referências (em especial a Caio Fernando, Los Hermanos e Jack Kerouak), seus textos tratam das relações amorosas e o mal do século: o desamor, de forma tão singular na escrita e tão comum no sentimento que faz a gente suspirar e querer cortar os pulsos em uma única página. Isso mesmo, uma explosão de sentimentos paradoxais...
O livro escolhido me foi apresentado por uma amiga jornalista mais que amada e é intitulado A Manhã Seguinte Sempre Chega!  E o melhor do livro é que, até que a manhã seguinte chegue você pode ir se deliciando com as crônicas que retratam do inicio de um relacionamento,a rotina, o pé na bunda ao coração novamente aberto a um novo amor.

Então pra deixar um gostinho de” quero ler Gabito para todo sempre”, termino o post com um trecho do texto que mais gosto desse livro! (preparem o coração pois esse é doído!rs)

“Ela sim é como café, que na verdade não é vício, é costume. Vício é tu, que sente-se em casa em minhas artérias, amiga íntima de meus glóbulos brancos [...] Defeitos, daqueles insuportáveis mesmo, só três: não vicia, não dá samba, não é tu. Mas a gente se adapta,acho.”

Como dizia Vinícius de Moraes “Amor só é bom se doer” não é mesmo?


Sugestões são super bem-vindas!


Beijos infinitos!